domingo, 22 de outubro de 2017

#Resenha: Eu estive aqui, Gayle Forman

E aí, gente, beleza?
Mais uma resenha quentinha pra vocês!
Confira!

Há uns três anos, li o Se eu ficar, também da Gayle Forman, e confesso não ter gostado tanto. O livro foi tão decepcionante que não quis nem saber de ler mais da autora! kkkkk

Porém, quando Eu estive aqui foi lançado, e teve tanta polêmica e comoção envolvida, fiquei muito curiosa. Mas, só agora lhe dei uma chance. 
Foi uma leitura chocante, emocionante e polêmica mesmo! 
Me causando dor e muitas lágrimas ao decorrer da leitura! (coisa rara eu chorar lendo!). 

O livro começa com o e-mail de Meg para sua melhor amiga, Cody.
Cody, que mora no "Cu do Judas" (geeeeeeente!) como ela tanta ressalta no livro kkkkkkkk está há meses sem ver sua melhor amiga, que mora em outra city cursando a faculdade.

Claro que receber um e-mail suicida não é algo que se espera, e por mais que duvide que seja real, e não uma brincadeira da zoadora Meg, Cody liga para os pais da amiga a fim de confirmar a veracidade do recado, e qual não é a sua surpresa e dor ao descobrir que sua amiga se suicidou em um quarto de motel após tomar um veneno fortíssimo.

A dor inescrutável leva Cody a se questionar e parar sua vida. Como ela não percebeu as dores da alma que sua amiga vinha sofrendo até chegar a este fim? Por que a amiga não lhe pediu ajuda? Houve algo que intensificou o "desejo" de por fim a sua própria vida?

Com uma escrita rápida, porém, meio cansativa, Gayle Forman nos revela algo até então, inimaginável para mim.

Cody ganha o antigo laptop da amiga e assim, passa a investigar o histórico e e-mails que Meg trocou. O grupo secreto que apoia as pessoas a cometerem suicídio que ela tanto desabafou e foi incentivada avidamente.

É muito chocante descobrir como tem pessoas tão más, que se aproveitam da doença e fragilidade dos outros para cometerem maldades horríveis e, como neste caso, ficarem impunes. 

O livro tem um pouco mais de 200 páginas, então li num dia. Embora tenha sido cansativo em algumas partes, foi muito esclarecedor sobre esses "grupos", além de mostrar a realidade da depressão. Não tão abertamente, mas com personagens como a Meg: feliz, zoeira, cheia de vida, podem perder suas vidas e sonhos pra essa doença maldita, que infelizmente, tem levado milhares de pessoas a morte, todos os anos. E o Brasil é um dos países com os maiores números de suicídios causados pela depressão.

Quantas vezes não vemos pessoas tirando sarro das outras? Quantas vezes não vemos, na net mesmo, gentinha sem mais o que fazer, esculachando pessoas depressivas como se fossem "manhosas"?
ISSO É HORRÍVEL, E TEM QUE PARAR!

Depressão é uma doença terrível. Mata como o câncer. Só que é pior, a meu ver. Pois é na alma. E se não ajudarmos, apoiarmos, estamos matando também.
Até porque, hoje em dia, com essa correria e tanta violência nesse mundão, é quase impossível pelo menos uma pessoa em nossa família não ser portadora da doença. Já pensou que você aí, que tira tanto sarro, pode estar matando "sem saber" alguém que você ama?
POIS É!
Depressão é real. É um tormento pra quem tem. Mas têm tratamento não só para aliviar como também ajudando a criar.
Já conversei com duas pessoas no facebook que me disseram não procurar ajuda, porque "depressão não tem cura". Gente, isso é mentira! Tem cura sim, pra muitos, dependendo do caso. E pra outros, pode pelo menos sem controlada e trazer a pessoa de volta para uma vida normal. Os remédios nem sempre são caro, e muitos são dados em postos de saúde (sei disso, pois pessoas próximas à mim, fazem tratamento contínuo que tem ajudado muito!). Portanto, POR FAVOR, NÃO DEIXEM DE BUSCAR AJUDA!!!!

Outro ponto importantíssimo do livro, é como os remédios e tratamentos anti-depressivos ajudam e podem salvar muitas vidas, e como no caso do grupo que "ajuda" a Meg, ele foi rechaçado. E assim, muitas pessoas caem nessa de que remédio "queima os neurônios e não sei mais o que", e deixa de buscar ajuda enquanto há tempo.

Confesso, achei o livro um tanto desesperançoso, principalmente o final, que não trouxe a justiça, que a meu ver, deveria sim ter tido.

No entanto, foi uma leitura ótima pra me fazer ver o quanto ainda existe preconceito com pessoas depressivas e contra remédios que lhes ajudam. 
E como tem gente mau também né?! Esses grupos que apoiam o suicídios são o verdadeiro inferno na Terra! Fiquei extremamente chocada e chorei muito ao ver o quanto prejudicam e incitam a morte a pessoas incríveis que só precisam de uma mão estendida e de um abraço amigo!

Não seja um assassino!
Respeite as pessoas e seus problemas!
Ajude-as e AME MAIS!




Essa é a segunda resenha de Outubro do Desafio Literário Livreando 2017.
Da opção: um livro polêmico.
Saiba mais sobre o Desafio do querido blog Livreando, CLICANDO AQUI!

Beijos,
Ana M.

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